domingo, 28 de dezembro de 2008

Don't lie...

Eu sentei do lado dele e ele riu pra mim. Risadas, toques... sorrisos, olhares. Poucas coisas realmente tiram o nosso chão. Quando fico com um cara e sei que aquilo ali não vai pra frente mesmo... é assim que a coisa anda: Eu digo que chamo outro nome, e enfim, aí ele respeita, faz o que tem que fazer e vamos embora.
Mas com ele não, foi muito legal. Ainda mais porque eu não tinha ficado com muitas pessoas. Eu não tinha a metade da experiência dele, eu não estava em casa, e ele tinha um mundo todo que engolia ele. Aí eu não consegui mentir não. Falei que meu nome tinha um “O” no final... Ele aceitou. Se bem que também não conheci ele pelos modos mais comuns.
Um amigo meu tinha passado meu numero para ele e vice-versa. Nos falávamos sempre pelo telefone, e bem, eu havia deixado um garoto em outro lugar pra ficar ali com ele. Quando deixo um cara pra ficar com outro, espero que valha toda a pena do mundo, porque senão eu não me perdôo, realmente... se torna um tormento.
Muita gente não gosta, mas eu não tenho nada contra: gosto de caras que fumam e bebem ao mesmo tempo. Não sei porque um fetiche tão estranho, mas na época eu fui descobrindo isso aos poucos. Além disso, quando se é novo demais, o mundo inteiro cai aos seus pés... depois de um tempo...
Ele poderia ter feito tudo o que quisesse, mas fez o suficiente: sentou ao meu lado, conversou comigo, me tocou, deixou que eu fosse eu mesmo. Foi o bastante.
Caras como estes merecem a sua preocupação, porém, quando você esta novo demais e ele forte demais pra sucumbir um poder social, é hora de entrar em outro jogo.
Lembrando que era psciano, e ficar com psicianos realmente me levam ao maior estado de “entorpecênsia”... uma droga estranha e confusa, mas muito boa, suficientes para uma noite, e boas demais para uma vida inteira.

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