domingo, 28 de dezembro de 2008

all my lovin...

Tem pessoas que a gente nunca espera conhecer. Eu não sou o melhor tipo de garoto. Já fui melhor.. confesso. Mas devo admitir que não sou muito bom. E as coisas geralmente são assim, se você não é bom em algo...
Eu tenho um perfil em um desses sites de relacionamentos gays... confesso é horrível. Mas a internet é o campo, é o caminho e é a jogada. O que seria dos gays sem a internet? Fuçando aqui e ali a gente acha uns perfis estranhos, mas o dele... o dele era realmente, excessivamente estranho. Digo... um garoto que usa camiseta do Palmeiras e puxa os cabelos??? Sim... ele é assim. Quando você vir alguém assim, cumprimente-o, existem poucos como ele no mundo!
Eu o adicionei no msn após receber uma mensagem dele no meu perfil, e confesso: Eu o odiei à primeira vista. Detesto quem coloca ausente no msn para poder conversar com aqueles que realmente lhe interessa... Mas ele não era assim.
Ele é o tipo de garoto que não se conhece em uma boate, aliás, em lugar algum se você não o deixar tirar dele mesmo o que tem de melhor. Aos poucos a gente vai conversando e eu tenho um péssimo hábito de fazer esse gesto com a mão e enfim... Ele vem e quer ficar.
Não sei como está minha cabeça esta vez... Para falar a verdade a gente nunca sabe como vai ela vai estar na manha do outro dia. Mas ele também faz esse gesto com a mão, e me chama, eu me recuso a estender a minha, e ele insiste...
Sou covarde? Pode ser...
Mas meu coração está cheio de muros, e não consigo querer alguém no momento, nem a mim mesmo. Talvez eu esteja me redimindo de tudo que venho fazendo, mas redimir de que?... basta olhar à sua volta! Basta olhar esta postagem. Basta olhar pra você.
Eu te adoro mocinho de camiseta do Palmeiras e tatuagem de mago!


.....

Don't lie...

Eu sentei do lado dele e ele riu pra mim. Risadas, toques... sorrisos, olhares. Poucas coisas realmente tiram o nosso chão. Quando fico com um cara e sei que aquilo ali não vai pra frente mesmo... é assim que a coisa anda: Eu digo que chamo outro nome, e enfim, aí ele respeita, faz o que tem que fazer e vamos embora.
Mas com ele não, foi muito legal. Ainda mais porque eu não tinha ficado com muitas pessoas. Eu não tinha a metade da experiência dele, eu não estava em casa, e ele tinha um mundo todo que engolia ele. Aí eu não consegui mentir não. Falei que meu nome tinha um “O” no final... Ele aceitou. Se bem que também não conheci ele pelos modos mais comuns.
Um amigo meu tinha passado meu numero para ele e vice-versa. Nos falávamos sempre pelo telefone, e bem, eu havia deixado um garoto em outro lugar pra ficar ali com ele. Quando deixo um cara pra ficar com outro, espero que valha toda a pena do mundo, porque senão eu não me perdôo, realmente... se torna um tormento.
Muita gente não gosta, mas eu não tenho nada contra: gosto de caras que fumam e bebem ao mesmo tempo. Não sei porque um fetiche tão estranho, mas na época eu fui descobrindo isso aos poucos. Além disso, quando se é novo demais, o mundo inteiro cai aos seus pés... depois de um tempo...
Ele poderia ter feito tudo o que quisesse, mas fez o suficiente: sentou ao meu lado, conversou comigo, me tocou, deixou que eu fosse eu mesmo. Foi o bastante.
Caras como estes merecem a sua preocupação, porém, quando você esta novo demais e ele forte demais pra sucumbir um poder social, é hora de entrar em outro jogo.
Lembrando que era psciano, e ficar com psicianos realmente me levam ao maior estado de “entorpecênsia”... uma droga estranha e confusa, mas muito boa, suficientes para uma noite, e boas demais para uma vida inteira.

Qual é o seu Nome?

Quando se é um garoto como eu sou, não se tem muitas opções. Pode se fazer de tudo ou não se fazer nada. Mas na maioria das vezes tem algo se fazer. Bom a questão é que nem sempre a gente faz o que se quer realmente. Na maioria das vezes eu tomo cuidado, meu nome nessas horas não é algo bom a se dizer.
Cheguei ao local indicado. Nunca gosto de me atrasar, mas ao encontrar alguém como eu ia encontrar naquele dia, merecia sim um toque de demora, uns dez minutos não iriam matar nenhum cara. Entrei no carro dele e lá fomos nós.
A pior parte de entrar no carro de alguém é saber o que dizer. Eu tenho preguiça de entrar em detalhes sortidos, até porque eu realmente sou tímido. Bom... aí eu começo a utilizar de humor negro. Nesta vez funcionou.
Chegamos na casa dele, era uma casa-escritório, em geral eu não me prendo a essas futilidades materiais, até porque ele não estava nada nada bem vestido.
Também detesto caras que não se vestem bem, mas enfim, eu estava ali, era a hora de fazer algo, mas também... não era hora de fazer tudo.
Foi aí que ele me perguntou: “QUAL SEU NOME?”... “Meu nome?”(respondi abobalhado), Meu nome é André.Nunca falo meu nome de verdade. Raramente falo. Ele falou da namorada dele, eu falei dos meus problemas da adolescência e dos caras com quem eu fiquei.
Eu gosto de conversar, mas sabia que naquela ocasião o “André” não estaria muito bem pra “conversar” sobre coisas cotidianas. Ele pediu pra que eu chegasse mais perto, e assim o fiz. O resto? Enfim, a gente não fez tudo. Não sou assim também. Mas confesso, não foi uma das melhores coisas que fiz. Quando você conhece caras pela internet você pode bater de frente com ele, ou pegá-lo de uma vez... eu prefiro o de tudo um pouco. Mas este era terrível, e aí nesses momentos eu respeito a lógica do mundo gay. Ele me disse que ia ligar assim que me deixou numa esquina próxima à minha casa. Você acha que ele ligou? Rsrsrs... Há alguns caras em que você realmente agradece por não ter ligado no dia seguinte. Este foi.